Trump adota tom conciliador, reconhece a importância da guerra com o Irã na eleição e fala em trabalhar com os democratas
Donald Trump adota tom conciliador após derrota republicana O presidente Donald Trump adotou um tom conciliador nesta quarta-feira (4) na hora que ele fez um b...
Donald Trump adota tom conciliador após derrota republicana O presidente Donald Trump adotou um tom conciliador nesta quarta-feira (4) na hora que ele fez um balanço da eleição. A correspondente Raquel Krähenbühl acompanhou o dia na Casa Branca. "O presidente Donald Trump reconheceu o resultado das urnas depois de temores de que não fizesse isso. Mas ele se afastou da responsabilidade pela derrota histórica. Admitiu apenas que a guerra que ele começou contra o Irã influenciou, sim, o eleitorado. Trump disse em entrevista ao jornal 'Financial Times' que não tem planos imediatos de atacar o Irã, como ele tinha dito que faria depois dessas eleições de meio de mandato, e isso acabou também tranquilizando os investidores, que avaliam agora o que um governo dividido aqui em Washington significa para essa guerra. Além disso, o reconhecimento da vitória dos democratas pelo presidente e essa declaração de que ele vai trabalhar com a oposição acalmou também os investidores que estavam ansiosos com a possibilidade de uma contestação dos resultados e de uma polarização ainda maior aqui nos Estados Unidos. O sentimento em Wall Street foi de que a vitória democrata diminui a incerteza política e as bolsas dispararam hoje", diz a correspondente Raquel Krähenbühl. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Era madrugada quando o presidente telefonou para a rede de TV Fox News e admitiu: “Eu fiquei um pouco surpreso”. O presidente aceitou os resultados e parabenizou os democratas. Afirmou que pode trabalhar com a oposição em várias questões, como imigração. Sobre a derrota, admitiu que a guerra no Irã teve uma parcela de culpa porque elevou o preço da gasolina. Trump adota tom conciliador, reconhece a importância da guerra com o Irã na eleição e fala em trabalhar com os democratas Jornal Nacional/ Reprodução A mensagem na Casa Branca é que Donald Trump ainda é o presidente dos Estados Unidos e detém o poder maior. Depois da derrota contundente nas urnas, nesta quarta-feira (4), Trump buscou virar a página logo na primeira aparição pública. Ele foi ver a obra do salão de festas da Casa Branca. Foi aplaudido pelos pedreiros que instalavam a última viga. Ali foi questionado se tinha arrependimentos. Trump se distanciou da derrota: “Você viu as multidões, milhares de pessoas em cada comício. Se eu estivesse na cédula, teríamos ganhado. Mas não conseguimos transferir esse carinho para os candidatos”. Em outubro, Trump fez 30 comícios em 20 estados. Em vários deles repetiu: “Façam de conta que meu nome está na urna, porque, se vocês comparecerem, vamos ter uma vitória”. O cientista político da Universidade de Massachusetts, em Dartmouth, Kenneth Manning disse ao Jornal Nacional que foi exatamente isso que milhões de eleitores fizeram: imaginaram que ele estivesse na cédula: “Trump é extremamente impopular. Foi um repúdio a Trump e ao Partido Republicano, que praticamente assinou embaixo de tudo o que Trump fez”. Os democratas, com maioria no Congresso, tentarão derrubar as tarifas, acabar com a guerra do Irã e até mudar a política de imigração. Por isso, o presidente repetiu que, se precisar, vai usar o poder de veto. Para derrubar um veto presidencial, o Congresso precisa de dois terços dos votos nas duas Casas: 67 dos 100 senadores e 290 dos 435 deputados. Ou seja: os democratas vão precisar dar as mãos para os republicanos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Latinos, guerra, voto antecipado: os fatores da 'onda azul', que deu aos democratas uma vitória histórica nos EUA Eleições nos EUA: sete brasileiros são eleitos deputados estaduais O que motivou os eleitores nas eleições de meio de mandato dos EUA em 2026 'Golpe devastador para Trump', 'não à guerra' e 'sinal político de mudança': líderes mundiais reagem à vitória dos democratas